Adaptado do romance homônimo de Victor Hugo publicado em 1862, Os Miseráveis conta a história de Jean Valjean (Hugh Jackman), que por 19 anos cumpriu pena por roubar um pão e tenta retomar uma vida digna após ser solto. Toda a história se desenvolve ao redor de Valjean, mostrando todas as vidas que são diretamente impactadas por suas ações.
Apesar da premissa ser ótima, o filme sofre com uma inconstância quase insuportável em todos os quesitos. A arte e a fotografia são primorosas em todos os detalhes, contudo muito confusas, ora retratando a época fielmente, ora fantasiando demasiadamente, flertando com o estilo Tim Burton de ser, principalmente no terceiro ato. Realmente não entendi o motivo dessas mudanças visuais tão drásticas.
As composições, com exceção de duas ou três, soam bem estranhas, com letras rasas, sendo que em alguns momentos me pareceram até preguiçosas. Notei que nenhuma canção realmente marcou de forma que eu escute-a daqui um tempo me fazendo lembrar automaticamente deste filme. São composições corretas e metódicas, mas todas sem carisma. E isso em um musical é um problema sério.
Os Miseráveis tem seu mérito em ser audacioso, já que muitas pessoas têm um preconceito negativo com relação à musicais, porém, apesar de trazer muita emoção consigo, o filme não consegue se manter ótimo do início ao fim.
Nota: 7/10

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