Loucura. Insensatez. Estado inevitável.
Uma história linda e bem contada, com atores criando uma química incrível, tem tudo para dar certo. E deu.
O Lado Bom da Vida aparenta ser um filme despretensioso em um primeiro instante, porém, conforme a trama avança, percebemos que o filme desenvolve conflitos bastante complexos mantendo, contudo, sua mensagem, que é simples e tocante.
O diretor David O. Russell se mostra muito inteligente em suas escolhas. Abusando de planos sequência, alternando rapidamente entre primeiros planos e planos médios, além de praticamente escancarar a bipolaridade de Pat e a vergonha perante a sociedade de Tiffany (reparem como ela sempre se cobre com um sobretudo), Russell consegue que o espectador se sinta muito mais próximo àquela realidade vivida por Pat e Tiffany, fazendo com que tenhamos empatia pelas situações e emoções ali demonstradas. Todo o conflito dos dois protagonistas com seus familiares, amigos e vizinhos acabam que, por duas horas, sendo nossos conflitos, aflições, tristezas e alegrias.
Apesar de algumas escorregadas, como o desnecessário Chris Tucker, o roteiro mostra de maneira bem eficaz uma história onde ser louco ou normal depende apenas de um ponto de vista.
Qual é o limite da loucura?
Essa é a pergunta que O Lado Bom da Vida enfiará tão fundo na sua cabeça a ponto de se tornar um dos filmes inesquecíveis na vida de todos nós.
Nota: 9,5/10
Nenhum comentário:
Postar um comentário